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sábado, 12 de abril de 2014

Eu


Quando o nosso pior inimigo, está dentro de nós.
A vontade de vomitar tudo, vem, e como um refluxo, eu engulo novamente.
Cria-se um habito,
um personagem,
um problema,
um  inimigo.
Existem realmente dois lobos no peito de cada pessoa, e eu ainda
perco noites de sono, retiro meu time de campo, 
enquanto descubro como melhor alimentá-los.

domingo, 26 de janeiro de 2014

Racista? Eu?

  Essa semana fui surpreendida com um comentário sutil sobre o apelido que dou aos amigos mais próximos "nega" ou "nego". É um apelido que já tenho a anos, e passei aos amigos pois tenho grande dificuldade para lembrar nomes. Eu não me recordo bem como ele começou, mas lembro que sempre fui a mais branca na minha família, inclusive na casa de meus tios, eu sempre fui a "branquela azeda" mesmo não concordando que eu era tão branca assim.


Não achava tão relevante ficar tentando entender quem descendia de índios, quem descendia de negros, quem descendia de europeus, porque eu sempre achei isso tão passado, e tão difícil (se não impossível) de ser feito que não era importante. Haviam pessoas com a pele clara e cabelos cacheados ou crespos como preferir, e pessoas com a pele morena, e negra com os cabelos lisos e por ai vai. Isso porque meus avós são descendentes dessas 3 localidades.


Eu sei que tenho vários defeitos como ser humano, levanto algumas causas e direitos em que realmente acredito, mas nenhum deles é voltado ao apoio ao racismo. E ao ouvir o comentário da moça eu fiquei tão atônita com aquilo que assim que a aula acabou eu liguei para um amigo e comecei a chorar. Isso porque eu sei que entre meus diversos defeitos, a ignorância a determinados assuntos é de fato frequente, eu apenas perguntei a alguns amigos mais próximos se eles tinham problemas com apelidos, e se esse em particular ofendia, como nenhum deles comentou nada de ruim, eu mantive o habito que nunca se estendeu a pessoas do convívio diário.

Então porque eu fiquei tão chateada? Primeiro foi a forma como ela fez o comentário. Ele saiu em forma de indireta, em uma aula, com toda uma turma ouvindo... estávamos falando de rótulos e esse foi uma indireta dela para mim. Eu adoraria que ele tivesse sido em particular, como quem faz uma observação a alguém que fala algo errado, a gente podia até ter tido um bate papo legal sobre o assunto e nos aproximado mais (eu não tenho contato com ela, ou intimidade, acho que nunca falei nada mais que oi e tchau).

E porque eu chorei? Pelo constrangimento. Você acusar alguém inadvertidamente de alguém "que rotula os outros de negros" (lembrando que eu apelidava de nego) é algo muito forte. Eu não sabia o que fazer? Achava que a palavra era uma forma de aproximar as pessoas, de tornar o termo algo comum e bonito (eu nunca usei de forma a ofender, como disse, apenas uso com amigos, mãe, irmã, namorado) ninguém que eu estivesse querendo ofender seria chamado de nego. Eu sempre ouço alguém me chamar assim e imediatamente penso "tem algum amigo me chamando". Será que as pessoas não exageram demais as vezes? Não colocam pelos em ovos?

Sensação de pisar em ovos... depois da aula fui conversar com um amigo que é sempre muito aberto a este tipo de pergunta e debate, sem fazer grandes dramas desnecessários. Isso porque, sempre que o assunto é racismo, ninguém fala nada, até um elogio vira ofensa, e você é então um babaca racista mesmo sem essa intenção. E foi muito bom poder conversar com alguém sobre isso, alguém que me conhece e me ajudou a entender melhor as coisas. Por um momento parecia que tudo que eu pudesse falar, iria ofender e uma amiga de sala me aconselhou "não fala nada, esse tema é complicado". Será? Essa é a melhor solução?

Nega ofende? Se a gente parar pra pensar, realmente é um diminutivo de "negra" e portanto, um adjetivo que designa uma cor (não sei se digo raça, se digo cor, se digo etnia, - pisando em ovos de novo). Além disso é um apelido, e muita gente prefere o uso do seu próprio nome ao invés de um  apelido. O meu amigo fez uma bela apanhada história dos últimos sei lá 5 séculos e atrelou a palavra ao contexto histórico, mesmo eu, hoje, no século 21 não tendo nenhum escravo, (provavelmente seria uma escrava) sem nunca ter cometido nenhum ato contra negros, japoneses, brancos, índios, etc, etc...

Pode nega ser usado sem ofender? Será? Pelo visto, não só essa minha expressão como também morena, parda, afro descendente, black (que inclusive é o apelido de um amigo próximo,que ele mesmo me apresentou como sendo seu apelido, esse eu não tenho nada haver) e tantos outros não podem ser usados por que ofende. Mas como assim? É uma palavra, e como tal,  pode ofender como também não. E todos os outros adjetivos? Gorda, magra, alta, baixa, branca, japa.... ficou difícil agora.

Será que usar algo ruim como algo bom, não ajuda a tirar o aspecto negativo daquilo? Eu acredito que coisas negativas precisam ser superadas fazendo as pessoas abraçarem aquilo. Por exemplo, conviver diariamente com as diferenças, faz delas algo incorporado à nossa vida... tanto que chegam a ser algo natural, simples e comum. Tipo "mãe olha o beto alí na esquina, ta vendo? ele é aquele gordinho alto sentado entre a moça morena com um chapéu, e a japa com uma bolsa azul." Por que quando a gente chama alguém de japa é muito difícil a pessoa ofender, mas o termo "morena jambu" por exemplo ofende e muito. Ta, eu entendi que os japoneses nunca foram escravos, mas eles sofreram outro tipo de perseguições, como os índios, e tantos outros. A impressão que fica, é de que o negro precisa de um tratamento mais especial (só que isso não reforça a diferença?)

E será que não foi ai que eu me fudi? Dai meu sábio amigo me fez ver por outro ângulo. Será que então, o racismo ta tão profundo (quase que na minha alma) que eu reproduzo e nem percebo, porque ele se tornou algo tão "natural, simples e comum" e algo como um "oi nega, eu adoro você" vira "oi pessoa que eu preciso reproduzir que é diferente de mim, eu adoro você." E então, as diferenças se tornam algo que a gente vê, mas não pode comentar.

Eu me perdi.... a gente estuda a necessidade de reforçar os pequenos grupos, mas algo em mim não consegue compreender isso como solução, e sim como outra forma de separar pessoas, de agrupar (e agrupar pede que você faça seleções), e onde tem grupos, tem gente de fora, gente que não entrou no grupo porque a classificação não deixou. 

Eu não quero simplesmente começar a evitar o assunto, ter que tratar determinado grupo de forma especial, ter que pisar em tanta tonelada de ovo... isso não é solução, é agravante, salvo quando o tratamento diferencial é dado para que as igualdade possa ser respeitada, como é o caso das leis e projetos de leis criados para que esses direitos sejam realmente resguardado para determinado grupo em prejuízo de seus direitos.

Eu espero que alguém que leu isso não pense que esse assunto é sobre negros e branco, que um negro deveria me dar a palavra final no assunto,  porque pra mim, não existe assunto deles, nem de ninguém, todo mundo pode falar e deve porque num país como o nosso, onde ninguém é 100% nada, eu não sou 100% branca muito menos 100% dona da razão. 

e quanto ao "nega"?  Eu ainda acho que preciso de mais material de leitura a respeito do assunto, porque infelizmente ser leigo em determinados assuntos nos coloca em situações embaraçosas as vezes. Mas eu confesso que sempre penso 2 vezes antes de soltar a palavra, com medo de ofender. Eu ainda fico muito feliz em ser chamada de nega pelos amigos e familiares (se a história dos povos escravizados é marcada por parágrafos de dor, sofrimento, repressão,  morte e exclusão), ela também me conta de um povo forte, que luta muito para vencer estígmas criados ao longo dos séculos, e portanto, eu fico muito feliz quando alguém me lembra que eu tenho lá meu pézinho na história desse povo. E quanto aos outros, bem, essa moça pode ficar tranquila que eu não usarei esse apelido com ela, (acho que posso nunca ter feito na verdade) mas continuarei a chamar a dona Claudia de "pandeirão" à minha irmã de "minha neguinha" bem como as chamo de "maroca" e de "kikika" respectivamente até que essas comentem que não gostam. E que viva as diferenças e viva o respeito ao próximo (e este vai beeeeem mais além de um mero nome de tratamento) o que realmente importa é isso na minha humilde, e ainda em construção - opinião.


ps: ainda bem que existe meu blog, onde posso registrar coisas que não podem ser ditas em alto e bom som com as pessoas aqui de fora, posso ser bem verdadeira sem demagogias, e posso manter um registro de como fui formando um conceito pra mim sobre algo. Coisa de gente que não usa mais diário.

ps2: eu vou deixar esse post aberto (tanto para visitas, quando para futuras edições).

ps3: comentários, dicas de leituras e opiniões, serão bem vindas!

ps4: eu sinto muito se ofendi alguém.


eu e minha irmã por uma criança de 6 anos.

sábado, 25 de janeiro de 2014

Sendo de Humor Por Favor

Eu amo pessoas que me fazem rir. Honestamente, penso que dar gargalhadas é o que eu mais gosto de fazer. Elas curam uma infinidade de males. São provavelmente o mais importante em uma pessoa.
-Audrey Hepburn

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

DESPEDIDA


Existem duas dores de amor:
A primeira é quando a relação termina e a gente,
seguindo amando, tem que se acostumar com a ausência do outro, 
com a sensação de perda, de rejeição e com a falta de perspectiva,
já que ainda estamos tão embrulhados na dor
que não conseguimos ver luz no fim do túnel.

A segunda dor é quando começamos a vislumbrar a luz no fim do túnel.

A mais dilacerante é a dor física da falta de beijos e abraços,
a dor de virar desimportante para o ser amado.
Mas, quando esta dor passa, começamos um outro ritual de despedida:
a dor de abandonar o amor que sentíamos. 
A dor de esvaziar o coração, de remover a saudade, de ficar livre, 
sem sentimento especial por aquela pessoa. Dói também…

Na verdade, ficamos apegados ao amor tanto quanto à pessoa que o gerou. 
Muitas pessoas reclamam por não conseguir se desprender de alguém.
É que, sem se darem conta, não querem se desprender.
Aquele amor, mesmo não retribuído, tornou-se um souvenir, 
lembrança de uma época bonita que foi vivida…
Passou a ser um bem de valor inestimável, é uma sensação à qual 
a gente se apega. Faz parte de nós. 
Queremos, logicamente, voltar a ser alegres e disponíveis, 
mas para isso é preciso abrir mão de algo que nos foi caro por muito tempo,
que de certa maneira entranhou-se na gente, 
e que só com muito esforço é possível alforriar.

É uma dor mais amena, quase imperceptível. 
Talvez, por isso, costuma durar mais do que a ‘dor-de-cotovelo’
propriamente dita. É uma dor que nos confunde. 
Parece ser aquela mesma dor primeira, mas já é outra. A pessoa que nos 
deixou já não nos interessa mais, mas interessa o amor que sentíamos por 
ela, aquele amor que nos justificava como seres humanos, 
que nos colocava dentro das estatísticas: “Eu amo, logo existo”.

Despedir-se de um amor é despedir-se de si mesmo. 
É o arremate de uma história que terminou, 
externamente, sem nossa concordância,
mas que precisa também sair de dentro da gente… 
E só então a gente poderá amar, de novo.

Martha Medeiros

domingo, 18 de setembro de 2011

Brasileiro

Tá Reclamando do Lula? do Serra? da Dilma? do Arrruda? do Sarney? do Collor? do Renan? do Palocci? do Delubio? Da Roseanne Sarney? Dos politicos distritais de Brasilia? do Jucá? do Kassab? dos mais 300 picaretas do Congresso?


Brasileiro reclama de quê?

O Brasileiro é assim:

A- Coloca nome em trabalho que não fez.

B- Coloca nome de colega que faltou em lista de presença.

C- Paga para alguém fazer seus trabalhos.

1. - Saqueia cargas de veículos acidentados nas estradas.

2. - Estaciona nas calçadas, muitas vezes debaixo de placas proibitivas.

3. - Suborna ou tenta subornar quando é pego cometendo infração.

4. - Troca voto por qualquer coisa: areia, cimento, tijolo, e até dentadura.

5. - Fala no celular enquanto dirige.

6. - Usa o telefone da empresa onde trabalha para ligar para o celular dos amigos (me dá um toque que eu retorno...) - assim o amigo não gasta nada.

7. - Trafega pela direita nos acostamentos num congestionamento.

8. - Para em filas duplas, triplas, em frente às escolas.

9. - Viola a lei do silêncio.

10. - Dirige após consumir bebida alcoólica.

11. - Fura filas nos bancos, utilizando-se das mais esfarrapadas desculpas.

12. - Espalha churrasqueira, mesas, nas calçadas.

13. - Pega atestado médico sem estar doente, só para faltar ao trabalho.

14. - Faz "gato " de luz, de água e de tv a cabo.

15. - Registra imóveis no cartório num valor abaixo do comprado, muitas vezes irrisórios, só para pagar menos impostos.

16. - Compra recibo para abater na declaração de renda para pagar menos imposto.

17. - Muda a cor da pele para ingressar na universidade através do sistema de cotas.

18. - Quando viaja a serviço pela empresa, se o almoço custou 10, pede nota fiscal de 20.

19. - Comercializa objetos doados nessas campanhas de catástrofes.

20. - Estaciona em vagas exclusivas para deficientes.

21.. - Adultera o velocímetro do carro para vendê-lo como se
fosse pouco rodado.

22. - Compra produtos pirata com a plena consciência de que são pirata.

23. - Substitui o catalisador do carro por um que só tem a casca.

24. - Diminui a idade do filho para que este passe por baixo da roleta do ônibus, sem pagar passagem.

25. - Emplaca o carro fora do seu domicílio para pagar menos IPVA.

26. - Frequenta os caça-níqueis e faz uma fezinha no jogo de bicho.

27. - Leva das empresas onde trabalha, pequenos objetos, como clipes, envelopes, canetas, lápis... como se isso não fosse roubo.

28. - Comercializa os vales-transporte e vales-refeição que recebe das empresas onde trabalha.

29. - Falsifica tudo, tudo mesmo... só não falsifica aquilo que ainda não foi inventado.

30. - Quando volta do exterior, nunca diz a verdade quando o fiscal aduaneiro pergunta o que traz na bagagem.

31. - Quando encontra algum objeto perdido, na maioria das vezes não devolve.

E quer que os políticos sejam honestos....

Escandaliza-se com o mensalão, o dinheiro na cueca, a farra das passagens aéreas...

Esses políticos que aí estão saíram do meio desse mesmo povo, ou não?

Brasileiro reclama de quê, afinal?

E é a mais pura verdade, isso que é o pior! Então sugiro adotarmos uma mudança de comportamento, começando por nós mesmos, onde for necessário!

Vamos dar o bom exemplo!
Espalhe essa idéia!

"Fala-se tanto da necessidade deixar um planeta melhor para os nossos filhos e esquece-se da urgência de deixarmos filhos melhores (educados, honestos, dignos, éticos, responsáveis) para o nosso planeta, através dos nossos exemplos...."

Amigos!
Esse é um dos e-mails mais verdadeiros que recebi.
Colhemos o que plantamos! A mudança deve começar dentro de nós, nossas casas, nossos valores, nossas atitudes.

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